Dezessete métricas do perfil são vendidas como fatores de classificação SEO local. São atributos do Perfil da Empresa no Google que, em tese, se correlacionam com a posição dentro do Local Pack. A Localo, a plataforma de SEO local que especialistas e agências usam para gerenciar perfis de clientes em escala, testou cada uma delas em 16.098 perfis, posição por posição. Cada número deste artigo descreve um perfil que alguém está trabalhando ativamente.
As análises agrupadas, entre elas nosso estudo de 2 milhões de perfis da empresa no Google, respondem à pergunta sobre o que os líderes fazem. Esta análise vai além e mostra como o SEO local funciona no nível de cada posição: como é um perfil na primeira página, como é um perfil na posição 1, até que ponto um fator ainda acompanha a posição e em quais duas fronteiras a posição cai de vez em vez de baixar aos poucos. Nesta ordem: os oito fatores que movem a posição, os três em que você não tem como ganhar (dois porque quase todo perfil os tem, um porque o Google proíbe mexer), o papel real das palavras-chave, as táticas sem respaldo nos dados, os momentos em que a posição despenca.
Em resumo. Um perfil na posição 1 tem mediana de 79 avaliações; um na posição 11+, apenas 25. As fotos separam a posição 1 da 2 com a mesma clareza que as avaliações (44 contra 36), com a diferença de que não dependem de esperar o cliente. Uma nota perfeita de 5,0 rende pior que uma de 4,9: 53,6% contra 69,1% nos TOP 3, um efeito que chamamos de paradoxo do 5,0. Só 42,7% dos perfis na posição 1 cumprem os oito critérios básicos de completude, contra 17,2% na posição 11+. Já o ritmo de coleta de avaliações, o tamanho delas, a taxa e o tamanho das respostas, o tamanho da descrição e as palavras-chave no texto das avaliações não desenham nenhum padrão que sirva a um especialista para agir.
São dados observacionais. A posição também depende de muita coisa que um perfil não reflete: a distância, a autoridade do domínio e o contexto de cada busca. Leia os resultados como uma imagem de como é um perfil bem posicionado, não como prova do que o leva até lá.
Os fatores de classificação que distinguem os perfis mais bem posicionados
Estes são os oito fatores de classificação do Perfil da Empresa no Google que separam os perfis mais bem posicionados do resto.
- Número de avaliações: o número de avaliações é a soma das avaliações publicadas em um perfil. Tem o maior intervalo de todos os fatores medidos: de 39,3% de chance de entrar nos TOP 3 com 1 a 5 avaliações a 73,0% com 201 a 500.
- Fotos: o número de fotos é a soma das imagens publicadas em um perfil. É o único fator sem teto visível nos dados, cujo efeito continua crescendo mesmo acima de 500 fotos.
- Avaliação: a nota média é a média aritmética das estrelas das avaliações. É a linha mais plana de todo o estudo, na qual perfis com 5,0 rendem pior do que os com 4,9.
- Descrição do negócio: a descrição é uma breve apresentação no perfil, cujo valor cresce com o número de avaliações: +10,8 pp com 10 avaliações ou menos e +25,8 pp a partir de 200.
- Categorias adicionais: as categorias adicionais são classificações secundárias ao lado da categoria principal. A maior taxa de TOP 3 de toda a medição, 69,1%, corresponde a exatamente seis categorias.
- Citações locais (NAP): as citações são menções ao nome, endereço e telefone do negócio em diretórios externos. O efeito se acumula rápido e depois estabiliza em torno de 21 a 27 citações.
- Links de redes sociais: os links sociais são os perfis de plataforma vinculados ao perfil. Valem a pena até cerca de cinco, e o Facebook dá a maior contribuição individual: +13,2 pp.
- Publicações do Google: as publicações do Google são atualizações curtas feitas no perfil. O que conta é só publicar, +7,1 pp, enquanto o resto dos parâmetros da publicação deixa de importar.
1. Número de avaliações
O Google confirma que as avaliações influenciam a visibilidade nos resultados locais, e nossos dados sustentam isso: o número de avaliações é o sinal individual mais forte que medimos. Mas para uma conversa com o cliente importa outra pergunta: quantas avaliações um perfil realmente precisa. Por isso calculamos a média e a mediana dos perfis nas posições 1 a 20, divididos em três grupos.
| Grupos de posições | 1-3 | 4-10 | 11-20 |
|---|---|---|---|
| Número médio de avaliações | 348 | 303 | 156 |
| Mediana | 74 | 44 | 30 |
Posição por posição, a mediana é de 79 avaliações na posição 1, 65 na 2 e 25 na 11+. Um perfil na posição 1 tem 3,2 vezes mais avaliações que o grupo mais baixo.
O salto da posição 2 para a 1 custa cerca de um quinto a mais de avaliações, ou seja, um passo de 14 avaliações. Exatamente a mesma distância existe entre a posição 3 e a 4, onde a mediana cai de 62 para 48. Entre a posição 4 e a 10, a curva já não se comporta como uma escada regular, e sim oscila entre 32 e 49 avaliações, com a posição 9 (32) bem abaixo da 10 (42). O número de avaliações, portanto, não decide sozinho o lugar dentro da primeira página. A maior queda está na fronteira de página: 42 avaliações na posição 10 contra apenas 25 na 11+.

A análise por faixas mostra que o salto mais rentável vem depois de passar das 10 avaliações: os perfis com 6 a 10 avaliações entram nos TOP 3 em 43,1% das vezes, e os com 11 a 20 fazem isso em 50,8%. Depois a curva sobe para 57,1% (21-50) e 64,5% (51-100), até o grupo dos melhores perfis com 68,9% (101-200). O máximo, 73,0%, está na faixa de 201-500; a partir daí a linha cai para 70,7% acima de 500 avaliações. Os ganhos, portanto, se esgotam em torno de poucas centenas de avaliações.

Dá para chegar aos TOP 3 com zero avaliação? Sim: os negócios sem avaliações alcançam uma taxa de TOP 3 de 46,7%. Mas são, na maioria, negócios em nichos com pouquíssima concorrência. Por isso a taxa cai para 39,3% com 1 a 5 avaliações: esses perfis já têm concorrência e não avançam sem mais avaliações.
🔎 Ideia central:
Dois números para guardar. A mediana na posição 11+ é 25: abaixo desse valor, um perfil costuma cair da primeira página. O limite de 100 marca o nível em que os melhores perfis se concentram. Entre os dois, o número de avaliações continua acompanhando a posição, e a partir de poucas centenas deixa de contar. Mantenha uma gestão de avaliações constante, porque avaliações excluídas podem empurrar um perfil para baixo do limite sem você perceber.
2. Fotos
As fotos são a alavanca mais forte que não depende do cliente. Diferentemente das avaliações, adicionar fotos ao Perfil da Empresa no Google é uma tarefa que você ou o cliente fazem quando precisam, e ainda por cima é o único fator dos nossos dados sem teto visível.
Os perfis nos TOP 3 têm mediana de 41 fotos contra 24 na posição 11-20, e 26,8% deles publicaram mais de 100.
| Grupos de posições | 1-3 | 4-10 | 11-20 |
|---|---|---|---|
| Número médio de fotos | 102 | 74 | 62 |
| Mediana | 41 | 29 | 24 |
Posição por posição, a queda é quase regular: 44 fotos na posição 1, 36 na 2, 35 na 3, e depois uma descida lenta até 27 na posição 10 e 21 na 11+. Um perfil na posição 1 tem um pouco mais que o dobro de fotos do grupo mais baixo. A distância decisiva está entre a posição 1 e a 2: a mediana cai ali 18,2% (de 44 para 36). É a maior distância entre a posição 1 e a 2 de todos os fatores medidos, à frente até das avaliações (17,7%).
Se as avaliações decidem a entrada nos TOP 3, as fotos decidem a ordem dentro desses TOP 3.

Comparadas com os outros fatores, as fotos têm uma propriedade singular: não têm platô. A taxa de TOP 3 sobe de 47,8% com zero fotos para 62,7% na faixa 51-100, 70,9% com 101-200 e 73,2% acima de 500. As avaliações perdem força depois de 200; as fotos continuam funcionando.

Se isolarmos o efeito do número de avaliações e olharmos só os perfis com 51 a 200 avaliações, a relação se mantém: mais fotos, melhor posição. Os negócios com mais de 50 fotos alcançam 71,3% de TOP 3 contra 62,4% da faixa 21-50 e 62,2-63,3% das faixas de baixo. São 9 pp de vantagem só pelas fotos, com o mesmo número de avaliações.

🔎 Ideia central:
As fotos são o único fator dos nossos dados sem teto e, ao mesmo tempo, o de maior distância entre a posição 1 e a 2. Mire em 40 ou mais: a mediana da posição 1 é 44 e a das posições 2 e 3 fica em 35-36, então passar de 40 coloca um perfil na disputa real pelo primeiro lugar.
As fotos são, ainda, o que menos exige do cliente, porque ninguém espera ele ter vontade de escrever algo. Deixe isso claro quando pedir a próxima leva de imagens.
3. Avaliação
Todo cliente quer um 5,0 perfeito, e quase nada dessa crença resiste aos dados. Vamos começar pela nota média, a linha mais plana de todo o estudo: entre 4,76 e 4,82 em todos os grupos de posições, com um intervalo de 0,06 ponto. Não é um fator de diferenciação. Você pode parar de reportar isso ao cliente como um avanço.
Dois aspectos da avaliação de fato contam, e apontam em direções opostas: um limite maleável em torno de 4,5 e uma inversão bem no topo que chamamos de paradoxo do 5,0. Os perfis com a nota perfeita rendem pior do que os com 4,9.
| Grupos de posições | 1-3 | 4-10 | 11-20 |
|---|---|---|---|
| Nota média | 4,79 | 4,79 | 4,78 |
| Perfis com 5,0 | 36,9% | 43,6% | 45,2% |
Primeiro, o limite. Uma nota de 4,5 ou mais aparece em 84,4% dos perfis na posição 1 contra 74,7% na 11+, ou seja, 9,7 pontos de distância que a média plana esconde por completo. Trate o 4,5 como o nível em que o mercado se concentra, não como uma barreira: 74,7% dos perfis na posição 11+ também passam dele, então não chegar não desclassifica um perfil, só o coloca em pior companhia.

A inversão aparece tanto nos grupos quanto nas duas pontas: a nota perfeita está em 36,5% dos perfis na posição 1, 43,9% na 4 e 46,2% na 11+. A curva não é regular, porque cai para 39,9% na posição 6 e atinge o máximo de 47,2% na 9, mas a direção é clara. É o único dos oito fatores principais que se comporta assim, embora a taxa e o tamanho das respostas façam o mesmo, como retoma o trecho sobre as táticas sem respaldo nos dados.

Ordenar os perfis pela nota mostra o que essa inversão custa. A taxa de TOP 3 sobe de forma regular até 4,9, onde chega a 69,1%, e depois cai para 53,6% com uma nota de 5,0. Se isolarmos o número de avaliações, fica claro que a nota nunca foi o problema: os perfis que mantêm um 5,0 e ao mesmo tempo têm mais de 200 avaliações alcançam 76,8% de TOP 3, bem acima do máximo de 69,1% com 4,9. Uma nota perfeita não é um peso. Uma nota perfeita com quinze avaliações é.

As notas abaixo de 4,5 caem com suavidade, não despencam: os perfis com 4,3-4,4 ainda alcançam 58,1% de TOP 3, e os de 4,0-4,2 chegam a 53,2%. A taxa só cai abaixo de 50,0% depois de passar abaixo de 4,0. A faixa ótima fica entre 4,7 e 4,9: 66,3% com 4,7-4,8 e 69,1% com 4,9, contra 64,8% com 4,5-4,6. Alta o bastante para dar credibilidade, baixa o bastante para sinalizar um volume real de avaliações.
🔎 Ideia central:
Se um cliente entrar em pânico por uma única avaliação ruim, mostre este trecho a ele: um 5,0 costuma significar poucas avaliações demais para competir, então a avaliação que baixa a nota perfeita é, ao mesmo tempo, a que sinaliza um volume real. Os poucos perfis que mantêm o 5,0 acima de 200 avaliações alcançam o melhor resultado de todas as nossas análises isoladas. A única nota que importa de verdade é uma abaixo de 4,5.
4. Descrição do negócio
A descrição é a métrica mais subestimada dos nossos dados, não por ser rara, mas porque o valor dela cresce junto com o resto do perfil. Quase todo perfil nas posições 1 a 20 tem uma, então a pergunta não é se escrever, e sim quem mais se beneficia dela.
| Grupos de posições | 1-3 | 4-10 | 11-20 |
|---|---|---|---|
| Perfis com descrição | 95,7% | 93,8% | 91,2% |
A descrição é quase universal, então a distância entre os grupos é de só 4,5 pontos. Posição por posição, a queda na primeira página é suave: 95,7% em cada uma das posições 1 a 3, e depois uma descida até 92,2% na posição 10, cerca de quatro décimos de ponto por degrau. O tombo real vem na fronteira de página: 89,2% na posição 11+, uma queda de 3 pontos em um único passo, quase tanto quanto toda a descida ao longo da primeira página. É um fator que separa a primeira página da segunda e leva a distância até os TOP 3 a 6,5 pontos.
O mais interessante é a quem a descrição serve. Se isolarmos o número de avaliações, o valor dela cresce junto com o resto do perfil. Com 10 avaliações ou menos, uma descrição vale +10,8 pp; a partir de 200, são +25,8 pp. Olhe a coluna dos perfis sem descrição: acima de 51 avaliações ela não sobe mais, fica entre 47,9% e 48,1%. Sem descrição, as avaliações param de render por volta da quinquagésima. Esse é o efeito acumulativo: a descrição não é uma formalidade, e sim o elemento que faz o resto do trabalho contar.

🔎 Ideia central:
As descrições acumulam valor: +10,8 pp em um perfil com 10 avaliações ou menos, +25,8 pp a partir de 200. A decisão é binária: cada perfil que você gerencia tem descrição ou não tem. Escreva uma vez e não volte a mexer com a desculpa de otimizar, a menos que o conteúdo tenha ficado desatualizado.
5. Categorias adicionais
Adicionar categorias secundárias é uma parte importante de uma auditoria completa de SEO local.
| Grupos de posições | 1-3 | 4-10 | 11-20 |
|---|---|---|---|
| Número médio de categorias adicionais | 3,59 | 3,08 | 2,81 |
| Negócios sem nenhuma categoria adicional | 18,0% | 24,2% | 26,9% |
Posição por posição: 3,7 categorias na posição 1, 3,4 na 2, uma faixa de 2,8 a 3,4 entre a posição 4 e a 10, e 2,7 na 11+, ou seja, 37,0% mais categorias em cima do que embaixo. O passo da posição 1 para a 2 custa 0,3 categoria, a maior queda dessa métrica, ainda que a mesma distância separe a posição 6 da 7 e a 7 da 8.
Os valores são pequenos em termos absolutos, o que faz de uma categoria bem escolhida um teste que vale a pena em um perfil que já está na posição 2. O verdadeiro sinal de alerta é a ausência total de categorias: um quarto dos perfis na posição 11-20 não tem nenhuma.

O Google permite até nove categorias adicionais. Quantas vale a pena usar de fato? A taxa de TOP 3 sobe com cada uma: 47,9% com zero, 55,9% com uma, 59,9% com três, 61,6% com cinco, e depois salta para 69,1% com seis, o valor máximo. Em seguida cai para 64,1% com sete, com uma recuperação para 68,1% com nove.
O objetivo são seis categorias. O intervalo entre zero e seis é de 21,2 pontos, um dos maiores ganhos que uma mudança concluída em uma única sessão entrega.

🔎 Ideia central:
O objetivo são seis categorias adicionais: 69,1% de TOP 3 contra 47,9% dos perfis sem categoria, ou seja, 21,2 pontos de vantagem. Os perfis na posição 1 têm 37,0% mais categorias que os da 11+. É uma correção única na maioria dos perfis e o único campo em que auditar a concorrência se traduz direto em resultado, porque as listas de categorias são públicas.
6. Citações locais (NAP)
A gestão do NAP pode ser cansativa para os especialistas em SEO local, então uma boa notícia: você não precisa acumular citações sem parar. As citações continuam trazendo um sinal real nos nossos dados, mas esse sinal tem um teto que se alcança antes do que a maioria dos pacotes de construção de citações supõe.
| Grupos de posições | 1-3 | 4-10 | 11-20 |
|---|---|---|---|
| Número médio de citações | 60 | 48,3 | 45,8 |
| Mediana | 26 | 17 | 15 |
Posição por posição, a mediana é de 27 na posição 1, 24 na 2, 21 na 3, e depois uma descida até 20 na posição 4 e 16 na 10, e 14 na 11+. Um valor foge do padrão: a posição 8 cai para 12, abaixo da mediana da 11+, o que lembra que as citações não decidem a posição dentro da primeira página. A leitura útil é a faixa: entre 21 e 27 citações colocam um perfil na zona dos TOP 3, e abaixo de 14 está o nível da posição 11+.

Ordenar pelo número de citações mostra que as primeiras rendem mais. Os perfis com 1 a 5 citações alcançam 45,0% de TOP 3, os com 6 a 10 sobem para 53,2%, e os de 11-20 chegam a 60,0%, ou seja, 15 pontos de ganho nas primeiras vinte. Depois a curva estanca: 64,9% com 21-50, 65,7% com 51-100 e uma queda para 63,0% com 101-200. Até a faixa acima de 200 só alcança 69,1%, cerca de quatro pontos acima do nível já atingido com cinquenta.

A explicação provável: o Google precisa confirmar a confiabilidade de um perfil por fontes externas, e assim que umas 20 a 30 citações fazem isso, as seguintes quase não acrescentam.
🔎 Ideia central:
Construa entre 21 e 27 citações e depois pare para observar a evolução. É o nível dos perfis dos TOP 3 (mediana de 26 na visão por grupos, 27 na posição 1), e abaixo de 14 está o terreno da posição 11+. Tudo acima de trinta é construção de citações por si só. Revise em vez disso as citações existentes para conferir a consistência do NAP. Não a medimos de forma direta, mas uma citação com o endereço errado não serve ao perfil.
7. Links de redes sociais
Vincular contas sociais é um campo relativamente novo do perfil e uma das correlações mais fortes dos nossos dados, com um degrau claro no meio da curva.
| Grupos de posições | 1-3 | 4-10 | 11-20 |
|---|---|---|---|
| Número médio de links sociais | 2,94 | 2,63 | 2,47 |
Posição por posição, conta mais o formato da curva do que as pontas dela. Os perfis na posição 1 têm em média 3 links, o extremo alto da faixa. Abaixo, os valores se organizam sem uma lógica clara: 2,8 nas posições 2 a 4 e de novo na 6, 2,6 na 5 e na 7, 2,5 na 8 e na 10, e 2,3 na 9 e na 11+. As pontas são separadas por 0,7 link, então é uma inclinação suave e não um limite, útil para confirmar que um sexto ou sétimo link não acrescenta nada, mas não para diagnosticar uma posição. Na visão por grupos, 86,9% dos perfis dos TOP 3 têm ao menos um link, contra 83,6% na posição 4-10 e 79,8% na 11-20.

Ordenar pelo número de links revela uma curva que sobe, estanca e depois dá um degrau claro. Zero link equivale a 47,8% de TOP 3. Depois a taxa sobe para 53,7% com um link, 58,1% com dois e 61,2% com três. Segue um platô, e o quarto link até cai um pouco, para 60,9%. O segundo degrau vem com o quinto link: 68,0%, um nível que se mantém com seis (67,8%) e com sete ou mais (68,6%).
Três links colocam um perfil na zona de competição, e cinco marcam o ponto em que o valor ganha outro degrau. Acima de cinco, adicionar links já não acrescenta nada.

Também medimos quais plataformas mais influenciam a posição, comparando a taxa de TOP 3 com e sem cada uma. Facebook e YouTube lideram: +13,2 pp e +10,1 pp. Atrás vêm Instagram e TikTok, e o LinkedIn fecha a lista.

🔎 Ideia central:
Dois números: três links para entrar na zona de competição e cinco para alcançar o platô de 68%, que se mantém até sete links ou mais (68,6%). Primeiro o Facebook (+13,2 pp), depois o YouTube (+10,1 pp). Acima de cinco a curva se achata, então é uma tarefa com linha de chegada clara.
8. Publicações do Google
Fazer publicações no Perfil da empresa acompanha a posição. Medimos isso nas 10 publicações mais recentes de cada negócio.
| Grupos de posições | 1-3 | 4-10 | 11-20 |
|---|---|---|---|
| Perfis que publicam | 86,4% | 83,1% | 80,0% |
Os perfis que publicam entram nos TOP 3 em 70,8% das vezes, contra 63,7% dos perfis sem publicações. Essa distância de +7,1 pp é uma das maiores diferenças individuais do estudo e, ao mesmo tempo, a mais rápida de fechar.

As publicações se comportam como os outros fatores básicos de higiene: muito presentes em toda a primeira página, com uma distância que se abre na fronteira dela. Da posição 1 à 10, os valores oscilam entre 80,9% e 87,3%, e depois caem para 76,6% na posição 11+. A tabela por grupos registra 80,0% para as posições 11-20.

Também examinamos o conteúdo das publicações e revisamos o tamanho, o tipo (publicação comum ou oferta), a frequência e as palavras-chave de categoria. Nenhum desses parâmetros influencia a posição. Os perfis que usam palavras-chave de categoria nas publicações alcançam 70,8% de TOP 3, exatamente igual aos perfis que não usam. As publicações do tipo “oferta” alcançam 71,5% contra 70,6% das publicações comuns, uma distância dentro da margem de arredondamento. (Uma análise à parte de 131.000 palavras-chave monitoradas aponta míseros +1,8 pp para as raízes de palavra no texto, mas é outro teste, e as publicações continuam sendo o penúltimo dos quatro campos do perfil, à frente só do texto das avaliações.) Uma chamada para ação aparece em torno de 90,0% das publicações, independentemente da posição.
Em todos os grupos medidos, o tamanho de uma publicação fica em torno de 107 palavras e a frequência em cerca de cinco publicações por mês, sem nenhuma diferença relevante. Justamente por isso, otimizar esses parâmetros é tempo perdido. Ainda assim, uma relação se confirma e lembra as avaliações: conta o número total de publicações, não o ritmo. Os perfis com 10 ou mais publicações ativas alcançam 73,0% de TOP 3 contra 66,0% da faixa 1-9, enquanto o ritmo mensal não muda nada (73,0% com menos de uma publicação por mês, 70,5% com oito ou mais).

🔎 Ideia central:
Todo o efeito está em publicar. Depois só conta um número: os perfis com 10 ou mais publicações ativas alcançam 73,0% de TOP 3 contra 66,0% com 1-9. A frequência, o tamanho, o tipo, as palavras-chave e as chamadas para ação não mudam nada. Publique para se comunicar com os clientes, não para construir uma posição.
Os fatores de classificação em que você não tem como ganhar
Os fatores acima têm os maiores intervalos, e é para lá que deve ir a maior parte do esforço de um especialista em SEO local. Os três a seguir são diferentes. Dois estão presentes em quase todo perfil, então tê-los não dá vantagem, mas a falta de um só deixa você fora do jogo. O terceiro se correlaciona com clareza com a posição, mas o Google proíbe tratá-lo como uma alavanca.
Site
Quase todos têm um, e é justamente por isso que ele não diferencia os perfis que você gerencia. A distância entre os TOP 3 e as posições 11-20 é de 2,5 pontos.
| Grupos de posições | 1-3 | 4-10 | 11-20 |
|---|---|---|---|
| Perfis com site | 97,6% | 96,2% | 95,1% |
Em todas as posições a faixa vai de 93,9% a 97,7%, com uma leve queda a partir da posição 8.

🔎 Ideia central:
Se um perfil que você gerencia não tem site, resolva isso esta semana, porque até um site de uma página só fecha a lacuna. Depois confira se os dados NAP desse site batem exatamente com o perfil. A consistência não medimos neste estudo, então trate-a como uma regra de higiene e não como uma conclusão dos dados.
Endereço do negócio
Outro fator básico, e o que mais sente a fronteira de página. O método de verificação é onde a coisa mais trava na prática: se um cliente empaca na verificação por vídeo, esse é o bloqueio que você resolve antes de mexer em qualquer outra coisa.
| Grupos de posições | 1-3 | 4-10 | 11-20 |
|---|---|---|---|
| Perfis com endereço verificado | 95,1% | 90,9% | 87,4% |
Os endereços verificados se mantêm ao longo de toda a primeira dezena entre 89,1% e 95,4%, e depois caem para 83,4% na posição 11+. É uma queda de 7 pontos em um único passo, partindo dos 90,4% da posição 10.

Em outras palavras: 16,6% dos perfis na posição 11+ não têm o endereço verificado, contra 4,6% na posição 1, quase quatro vezes mais. Com 7,7 pontos, a distância entre os grupos 1-3 e 11-20 é a maior de todos os fatores de presença deste estudo, à frente dos links sociais (7,1 pp), das publicações (6,4 pp), da descrição (4,5 pp) e do site (2,5 pp), e só perde para a presença de ao menos uma categoria adicional (8,9 pp).
Se o negócio atua em uma área de atendimento em vez de um endereço fixo, defina a área de atendimento em vez de inserir um endereço. Se ele tem um local físico que os clientes visitam, verifique e mostre o endereço.
🔎 Ideia central:
É a maior lacuna individual entre os fatores básicos. Para os negócios de serviço, defina bem a área de atendimento. E se a verificação travar, faça dela uma prioridade, porque na posição 11+ ela é uma das duas maiores lacunas de completude a fechar, ao lado das categorias que faltam.
Nome do negócio e palavras-chave
O tamanho do nome se correlaciona com clareza com a posição. Mas é um dos poucos fatores sobre os quais você não tem como agir de verdade, e por isso ele está aqui e não entre os fatores que funcionam: o Google proíbe adicionar palavras-chave, cidades ou slogans ao nome do negócio, então o único nome disponível é o nome real do cliente. A correlação só reflete que alguns negócios carregam por natureza nomes mais descritivos que outros: “Clínica Odontológica Familiar Oliveira e Associados” contra “Oliveira”.
| Grupos de posições | 1-3 | 4-10 | 11-20 |
|---|---|---|---|
| Número médio de palavras no nome | 6,58 | 6,07 | 5,86 |
A curva do número de palavras é acentuada. Os nomes de uma palavra entram nos TOP 3 em 39,2% das vezes. Com seis palavras são 58,1%, com dez palavras 65,8%, e o máximo está em doze palavras: 69,9%. Depois a curva se inverte: 68,5% com treze e 62,7% com quatorze palavras. São 30 pontos de distância em todo o intervalo, mais do que a maioria dos fatores sobre os quais você de fato influencia.

Dois pontos mostram que a coisa é mais complexa do que a mera extensão. Primeiro, as médias caem posição por posição de 6,7 palavras na posição 1 para 5,6 na 11+, mas a curva ondula pelo caminho, porque a posição 7 tem em média 6,3 palavras, mais que as 6,0 da posição 4.

Segundo, e a isso voltamos na análise das 131.000 palavras-chave monitoradas, as palavras-chave de categoria nos nomes quase não se movem entre os grupos: uma correspondência exata atinge cerca de 19-20% dos perfis e uma ampliada perto de 50%, esteja o perfil na posição 1 ou na 20. A correspondência das palavras-chave monitoradas do cliente com o nome, via raiz de palavra, se correlaciona com +4 pp, mas isso apoia ter um nome legal acertadamente descritivo, não editá-lo. A queda em treze e quatorze palavras poderia vir de perfis que exageraram no keyword stuffing e chamaram a atenção, mas nossos dados não comprovam isso, então não afirmamos.
🔎 Ideia central:
Use o nome legal completo do cliente, e nada além disso. Adicionar palavras descritivas arrisca a suspensão do perfil em troca de um ganho que os dados limitam a +4 pp. É uma correlação para entender, não uma alavanca para acionar.
As palavras-chave são um fator de classificação importante do Perfil da Empresa no Google?
Os profissionais de SEO debatem há anos se as palavras-chave estão entre os principais fatores de classificação do SEO local [Whitespark, 2026; Sterling Sky, 2023]. Testamos isso de forma direta: 131.862 buscas reais que as empresas monitoravam no Localo, cotejadas com o título, a descrição, o texto das avaliações e as dez publicações mais recentes de cada perfil, com cinco métodos: correspondência exata da frase, todas as palavras, qualquer palavra e correspondência por raízes de quatro e cinco caracteres.
As raízes importam porque o Google não precisa de cadeias exatas: uma busca com “encanador” pode bater no título com “encanamento”.
| Campo do perfil | Correspondência mais forte | Efeito | Correspondência mais fraca | Efeito |
|---|---|---|---|---|
| Descrição | Raiz-4, qualquer palavra | +4,6 pp | todas as palavras | +0,5 pp |
| Título | Raiz-5, todas as palavras | +4,0 pp | qualquer palavra | +2,3 pp |
| Publicações | Raiz-4, qualquer palavra | +1,8 pp | qualquer palavra | +0,2 pp |
| Avaliações | frase exata | +1,6 pp | qualquer palavra | −1,0 pp |
Só dois campos entregam um efeito digno de nota. A descrição lidera, e o gatilho é uma raiz de quatro caracteres em qualquer parte do texto, não a frase exata, que entrega só +2,3 pp. O Google lê uma descrição como um conjunto de significados: contam as raízes, não são necessárias cadeias exatas. O título vem em seguida, via raízes de cinco caracteres, à frente da correspondência exata com +3,6 pp.

As avaliações são o mais próximo de zero: três dos cinco métodos dão um valor negativo, e a média dos cinco fica perto de zero. Nada nos dados sugere que um perfil possa se “escrever” até o topo à base de texto. As publicações rendem pouco mais, e as palavras-chave geográficas no texto delas caem para −0,1 pp, o único valor negativo que as publicações dão.

Para terminar, a magnitude. O efeito de palavra-chave mais forte de todo o estudo, +4,6 pp, fica abaixo do salto individual de 21-50 para 101-200 avaliações, que sozinho vale +11,8 pp.
🔎 Ideia central:
Escreva uma descrição natural e acertada, e deixe as raízes fazerem o trabalho delas. Esse é o teto do efeito. Não dirija o texto das avaliações nem tente encher as publicações de palavras-chave. Depois, dedique 95% do tempo a avaliações e fotos, que são de 5 a 10 vezes mais eficazes.
Os fatores de classificação sem respaldo nos dados
Agora que está claro quais fatores de classificação do Perfil da Empresa no Google funcionam, vale mostrar os que não funcionam. O que tira a força deles não são diferenças pequenas, porque algumas não são pequenas, e sim a falta de direção na curva: as faixas sobem, caem e voltam a subir, então não há objetivo nenhum. Entender isso permite cortar tarefas que consomem tempo sem dar um resultado real ao cliente nem material para o relatório.
Desmentido: o ritmo de avaliações precisa ser constante
Os profissionais de SEO costumam acreditar que o Google favorece os negócios que coletam avaliações num ritmo constante. Em um estudo recente sobre o ritmo de avaliações confirmamos que um ritmo incomum (por exemplo, mais de 100 avaliações por semana) pode parecer suspeito e levar a uma exclusão mais rápida.
Desta vez olhamos 16.098 negócios e calculamos o ritmo mensal de avaliações deles para procurar uma relação entre ritmo e posição. Resultado: a curva não tem direção.
Os perfis que coletam menos de uma avaliação por mês entram nos TOP 3 em 70,2% das vezes. Com 1-2 por mês são 72,5%, com 2-5 são 73,0%, e depois a taxa cai para 71,7% com 5-10 e 71,5% com 10-30, antes de subir para 73,5% com 30 ou mais. O melhor e o pior tramo são separados por 3,3 pontos, e os valores não se organizam: o vale de 5-10 e 10-30 fica entre o segundo valor mais alto, no meio da faixa, e o mais alto, na ponta. Não há um ritmo para mirar, porque a ordem não se sustenta.


🔎 Ideia central:
Conta o número total de avaliações, então esqueça a distribuição artificial ao longo do tempo. Uma ressalva de outra natureza: como mostra nosso estudo sobre o ritmo, um pico realmente extremo pode levar ao reporte e à exclusão de avaliações, o que reduz o número delas. É um problema de filtragem, não de posição.
Desmentido: avaliações mais longas são melhores
A teoria é plausível: avaliações mais longas trazem mais contexto e mais vocabulário técnico para o Google processar. Por isso medimos o tamanho médio das avaliações em cada posição e depois ordenamos os perfis pelo tamanho real das avaliações recebidas.
Resultado: nada aproveitável. Os perfis dos TOP 3 têm em média 54,1 palavras por avaliação contra 51,6 na posição 11-20, ou seja, 2,5 palavras de distância.

Posição por posição, a imagem é a mesma, em torno de 52 palavras da posição 1 à 11+.

Ordenar os perfis pelo tamanho das avaliações achata a relação por completo: 16-30 palavras dão 72,8% de TOP 3, 31-50 palavras 72,6%, 51-75 palavras 71,0% e 76-100 palavras 70,6%. São 2,2 pontos de intervalo em toda a faixa, de uma avaliação de 16 palavras a uma de 100.

Só as pontas se movem: abaixo de 15 palavras a taxa cai para 69,2%, e acima de 100 sobe para 74,8%, o que diz mais sobre os negócios que atraem avaliações longuíssimas do que sobre um efeito real do tamanho.
🔎 Ideia central:
Busque mais avaliações, não avaliações mais longas. E não dirija o que os clientes escrevem: as palavras-chave no texto das avaliações estão entre os zeros mais claros do conjunto de dados, como mostra o trecho anterior sobre palavras-chave. Incentive avaliações honestas e concretas, porque elas constroem a reputação do cliente, mesmo que não movam a posição.
Desmentido: uma taxa e um tamanho de resposta altos contam
Aqui o contexto importa mais do que os números crus. Os dados da Localo mostram que os negócios pior posicionados respondem às avaliações com mais frequência que os do topo: as posições 1-3 têm uma taxa de resposta média de 73,4% contra 76,7% da posição 11-20. As pontas vão na mesma direção: 50,2% dos perfis na posição 11-20 respondem a todas as avaliações contra 47,0% dos perfis dos TOP 3, enquanto 13,4% dos perfis dos TOP 3 não respondem a nenhuma contra 10,5% da posição 11-20.

Então os perfis que mais cuidam da atenção às avaliações são os pior posicionados? Leia com cautela: não significa que responder prejudica. Significa que o esforço de resposta segue a necessidade, não o resultado: os negócios sob pressão respondem a tudo; os que já ganham dão menos atenção a isso. O tamanho da resposta se comporta igual, em torno de 42 palavras em cada posição da 1 à 11+, e os TOP 3 respondem pouco mais curto que os grupos de baixo.

🔎 Ideia central:
Os melhores perfis não respondem com mais frequência. Responder constrói confiança e vale a pena só por isso, mas nada nos dados de posição sugere que foi o que os levou até lá. Se o objetivo é a posição, as respostas não são o lugar para investir muitas horas.
Desmentido: uma descrição mais longa melhora a posição
A descrição conta, como mostra o trecho dedicado a ela. O tamanho dela é outra questão, e é aquela em que os especialistas passam horas.
A mera presença de uma descrição sobe a taxa de TOP 3 de 58,7% para 72,4%, ou seja, 13,7 pontos de um passo só. Além disso, o tamanho quase não se move, e a curva ondula em vez de subir: 72,4% com 1-100 caracteres, 75,6% com 101-200, 72,0% com 201-350, 70,8% com 351-500, 67,4% com 501-650, e depois uma volta para 71,1% com 651-750.
Essa curva não tem uma direção a seguir: o tramo mais forte é o segundo mais curto, o mais fraco é o segundo mais longo, e a recuperação vem bem no fim. Posição por posição é ainda mais plano: a posição 1 tem em média 672 caracteres contra 652 na 11+. A conclusão é que escrever uma descrição importa muito, e lapidar o número de caracteres não importa nada.

🔎 Ideia central:
Garanta que cada perfil que você gerencia tem descrição e depois deixe-a em paz. Esses dados não fixam um tamanho-alvo: a curva ondula em vez de subir, e 100-200 caracteres funcionam tão bem quanto qualquer texto mais longo.
Desmentido: o Google olha os parâmetros da URL do site
Verificamos três coisas: palavras-chave no nome do domínio, palavras-chave no caminho da URL e HTTPS contra HTTP.
Os perfis com uma palavra-chave no domínio entram nos TOP 3 em 70,1% das vezes contra 70,2% sem ela, ou seja, um décimo de ponto, e na direção errada.
Os perfis com HTTPS alcançam 70,0% contra 70,9% do HTTP simples, o que, de novo por pouco menos de um ponto, dá vantagem à opção teoricamente pior.
A presença de uma palavra-chave no caminho da URL se mantém entre 12% e 14% em todas as posições, então também não há nada, embora isso tenhamos medido como presença e não como comparação de TOP 3.
🔎 Ideia central:
O nome do domínio do cliente não é uma alavanca de SEO local, e o certificado dele também não. O site é uma base, mas o conteúdo da URL não mostra correlação com a posição do perfil: nem a colocação das palavras-chave nem HTTPS contra HTTP. Ainda assim, migre para HTTPS, mas pelos motivos de sempre: avisos no navegador e dados de tráfego limpos na análise.
Os fatores de classificação em que focar quando a posição cai
Ao longo do nosso estudo sobre os fatores de classificação do Perfil da Empresa no Google percebemos que a posição não cai de forma uniforme. Duas fronteiras pesam mais que as demais, e são elas que estruturam este estudo: o passo em que um perfil sai do Local Pack visível e o passo em que ele deixa a primeira página. Em todo o resto, as métricas só derivam.
A saída do Local Pack (posição 3 para 4). As avaliações lideram: a mediana cai num passo 14, de 62 para 48. Também escorregam as fotos, de 35 para 33, seguidas da verificação do endereço (−2 pp) e da presença da descrição (−0,8 pp). Só o movimento simultâneo de quatro métricas transforma esse passo num penhasco em vez de uma ladeira. Aqui um perfil desaparece do Local Pack.
A fronteira da primeira página (posição 10 para 11+). As quatro métricas se movem ao mesmo tempo, e num intervalo maior que entre a posição 3 e a 4: as avaliações caem 17 (de 42 para 25), as fotos 6 (de 27 para 21), os endereços verificados 7 pp (de 90,4% para 83,4%) e as descrições 3 pp (de 92,2% para 89,2%). Cada uma registra aqui sua maior queda num único passo. Por isso a fronteira de página é o passo mais doloroso do SEO local.
Entre essas fronteiras e ao redor delas, as posições se deslocam sem perdas tão bruscas. Uma distância, porém, merece menção à parte: o passo da posição 1 para a 2 custa 14 avaliações e 8 fotos, a maior distância de fotos dos nossos dados. Não é um penhasco, porque os dois perfis estão no pack e seguem visíveis. É, simplesmente, o preço do primeiro lugar.
🔎 Ideia central:
- Perfis na posição 2-3: uma distância competitiva, não um penhasco, porque os dois perfis já estão visíveis. A separação mais clara em relação à posição 1 está em avaliações e fotos, lembrando que a mediana da posição 1 fica em 79 avaliações e 44 fotos.
- Perfis na posição 4-10: a maior distância para voltar ao pack está nas avaliações, porque a posição 4 tem mediana de 48 contra 62 na 3.
- Perfis na posição 11+: cada métrica está atrasada ao mesmo tempo, sem um fator único que separe esse grupo da primeira página.
Como ler estes números: medianas da população, não metas
São números de toda a população. Descrevem como costuma ser um perfil em uma dada posição ao longo de 16.098 negócios, não limiares que um perfil precise atingir para ranquear. A posição local é decidida primeiro pela distância: o quão perto o negócio está de quem pesquisa. Só dentro desse raio a comparação com os perfis que de fato concorrem começa a contar, e essa comparação é com esses concorrentes específicos, não com as medianas de toda a população. Leia tudo o que vem abaixo como observação, não como uma ficha de pontuação: a relevância, a notoriedade e a distância ficam por completo fora destes dados.
Em 16.098 perfis, a linha divisória mais clara não está em um fator só, e sim em se os fundamentos estão completos. Cumprem os oito critérios de completude 42,7% dos perfis na posição 1: endereço verificado, site, descrição, ao menos uma categoria adicional, 10 ou mais avaliações, 10 ou mais fotos, 10 ou mais citações e ao menos um link social. Na posição 11+ são 17,2%. É uma distância de 2,5 vezes que se estende como uma progressão por cada posição intermediária.

Repare em como esses limites são baixos. Oito pontos, a maioria fechável numa tarde, e ainda assim bem mais da metade dos perfis da primeira página não marca todos. A completude é o que separa com mais clareza a parte de cima destes dados da de baixo, mas mesmo isso é uma correlação observada em toda a população, não uma alavanca que sobe um perfil específico dentro do seu raio.
O que os perfis têm em cada posição
Cada número abaixo é o valor real dos perfis em cada posição. Nós os tiramos dos trechos anteriores e os reunimos em um só lugar. As colunas descrevem populações, não metas.
| Fator | 11+ | 10 | TOP 3 | 1 | Onde parar* |
|---|---|---|---|---|---|
| Avaliações (mediana) | 25 | 42 | 62-79 | 79 | 100; a curva se achata depois de 200 |
| Fotos (mediana) | 21 | 27 | 35-44 | 44 | sem teto, continua subindo acima de 500 (73,2%) |
| Citações (mediana) | 14 | 16 | 21-27 | 27 | 20-30; acima disso, irregular |
| Categorias (média) | 2,7 | 2,8 | 3,2-3,7 | 3,7 | 6 (69,1%, o valor mais alto) |
| Links sociais (média) | 2,3 | 2,5 | 2,8-3,0 | 3 | 5 (68,0%, depois plano, e 4 é um degrau morto) |
| Nota (média) | 4,77 | 4,79 | 4,78-4,79 | 4,79 | 4,9 (69,1%, cai para 53,6% com 5,0) |
| Tem descrição | 89,2% | 92,2% | 95,7% | 95,7% | presente; o tamanho não importa |
| Publica | 76,6% | 85,2% | 84-87,3% | 87,3% | 10+ publicações ativas (73,0%) |
*As colunas de posição e a última coluna respondem a perguntas diferentes e vêm de populações diferentes. As colunas de posição descrevem o que os perfis situados nesses lugares de fato têm. A última coluna indica o ponto em que cada curva para de render, não necessariamente o valor individual mais alto. As avaliações atingem o máximo em 201-500 (73,0%) e as citações acima de 200 (69,1%), mas as duas curvas se achatam bem antes, então persegui-las não compensa. As colunas de posição descrevem o que têm os perfis situados nesses lugares; a última indica o ponto em que cada curva deixa de acompanhar a posição.
Um padrão dos dados vale registrar em qualquer otimização do Perfil da Empresa no Google: a completude se acumula, não apenas soma. Uma descrição vale +10,8 pp em um perfil com 10 avaliações ou menos e até +25,8 pp a partir de 200. Mas um padrão que se acumula em toda a população não é um ganho garantido para um perfil específico, cuja posição depende primeiro da distância a quem pesquisa.
Os fatores que não separam os perfis por posição
O site, o endereço verificado e o nome do negócio não separam os perfis por posição. Entre 93,9% e 97,7% dos perfis têm site em cada posição, e os endereços se mantêm acima de 89,0% ao longo de toda a primeira dezena: a presença deles não distingue um lugar do outro, mas a falta de um só elemento deixa um perfil fora do jogo. O nome é um caso à parte: nomes mais longos se correlacionam com melhores posições, mas o Google proíbe inflá-los de forma artificial, então o tamanho do título não é algo sobre o qual um perfil possa agir.
As métricas sem nenhum padrão
A frequência das avaliações. O tamanho das avaliações. A taxa de resposta. O tamanho da resposta. O tamanho da descrição. As palavras-chave no texto das avaliações. As palavras-chave no domínio ou no caminho da URL. E tudo no conteúdo das publicações do Google, exceto o número delas. Nenhuma mostra nestes dados um padrão que acompanhe a posição.
Metodologia
A equipe da Localo coletou esses dados em março e abril de 2026, em 16.098 perfis da empresa no Google de centenas de setores e regiões, a partir da própria infraestrutura de dados. Agrupamos os perfis de duas maneiras: as posições 1-3, 4-10 e 11-20 para a visão por grupos, e as posições 1 a 10 individualmente mais a 11+ para a visão posição por posição. Os dois grupos mais baixos não são intercambiáveis: 11-20 termina na posição 20, e 11+ não, por isso indicamos o tempo todo qual está em uso.
A coleta abrangeu uma única janela de seis meses encerrada em março de 2026, e as posições refletem o lugar real de um perfil no momento da medição. Os dados de posição vêm do Mapa de posições e os de palavras-chave monitoradas do Monitoramento, então ambos refletem o que os usuários da Localo de fato acompanhavam, e não uma varredura automática.
Para cada grupo de posições calculamos dezessete métricas: número de avaliações (mediana), nota média, limites de nota (4,5+ e 5,0), número de fotos (mediana), links de redes sociais, publicações do Google, presença de site, verificação do endereço, presença de descrição, tamanho da descrição, categorias adicionais, citações (mediana), tamanho do nome, frequência de avaliações, tamanho das avaliações, respostas às avaliações (taxa e tamanho) e a pontuação global de otimização. Várias delas dão mais de um resultado, por isso o artigo apresenta mais de dezessete. A análise de palavras-chave e as verificações dos parâmetros da URL (palavras-chave no domínio, palavras-chave no caminho, HTTPS) ficam fora dessas dezessete, como testes à parte.
As métricas de avaliações e publicações se baseiam nas 10 mais recentes de cada tipo. A frequência é calculada a partir do intervalo de datas dessas 10, então reflete a atividade recente e não o ritmo ao longo de toda a vida do perfil. As citações foram contadas como listagens ativas em diretórios gerais e específicos do setor, conforme o que o Gerenciador de citações acompanha. Os links sociais foram tirados diretamente dos dados do perfil.
A análise de palavras-chave cotejou 131.862 buscas que as empresas monitoravam em vários mercados linguísticos com o título, a descrição, o texto das avaliações e as dez publicações mais recentes de cada perfil, com cinco métodos: correspondência exata da frase, todas as palavras, qualquer palavra e correspondência por raízes de quatro e cinco caracteres.
Todas as comparações se baseiam em frequências observadas e probabilidades condicionais. Usamos medianas para as métricas de contagem, médias só onde as distribuições são aproximadamente normais (nota, tamanho do nome) e porcentagens para as métricas binárias. As análises isoladas mantêm uma variável constante para separar o efeito de um único fator.
Uma nota sobre a composição da amostra. São perfis de negócios que monitoram ativamente suas posições locais no Localo, e a amostra pende para os perfis mais fortes, já que 58,5% estão nas posições 1-3. Isso é intencional e é justamente o que torna possível esta leitura posição por posição: cerca de 9.400 perfis de fato ocupam lugares dos TOP 3, então a pergunta sobre como é um perfil na posição 1 se apoia numa população real e não num punhado de exemplos. Em troca, cada valor é uma proporção dentro dessa população, não a probabilidade de um negócio específico chegar aos TOP 3.
Para terminar, duas limitações. São dados observacionais que mostram correlação, não causalidade. E a posição também depende de muita coisa que um perfil não reflete: a distância, a autoridade do domínio e o contexto de cada busca.
Perguntas frequentes sobre os fatores de classificação SEO local
Qual é o fator de classificação mais importante no SEO local?
O número de avaliações é o fator de classificação de SEO local mais forte que medimos.
Ordenando pelo número de avaliações, a taxa de TOP 3 sobe de 39,3% com 1-5 avaliações para 73,0% com 201-500. São 33,7 pontos de intervalo, mais que qualquer outro fator. As medianas dizem o mesmo: 74 avaliações nos perfis dos TOP 3 contra 30 nas posições 11-20.
Quantas avaliações do Google são necessárias para os TOP 3?
Nenhum número de avaliações garante os TOP 3, mas passar de 10 leva um perfil acima de 50,0% de taxa de TOP 3, e em 100 os melhores perfis se concentram.
Os perfis com 6-10 avaliações entram nos TOP 3 em 43,1% das vezes, e os de 11-20 em 50,8%. Depois a taxa sobe para 57,1% com 21-50 e 64,5% com 51-100, com os melhores perfis concentrados em 101-200 (68,9%). O máximo fica em 201-500 (73,0%), e depois a linha cai para 70,7% acima de 500: acima de poucas centenas de avaliações não há mais nada a ganhar.
Por posição, um perfil na posição 1 tem mediana de 79 avaliações e a posição 3 tem 62, então a faixa dos TOP 3 vai de 62 a 79. Na posição 11+ a mediana é 25, e abaixo desse limite os perfis costumam sair da primeira página do Local Pack. Fique de olho também nas avaliações excluídas pelo Google, porque essas remoções podem empurrar um perfil para baixo do limite.
Quantas avaliações do Google vale a pena coletar por mês?
Não há um ritmo mensal-alvo para coletar avaliações: o que acompanha a posição não é o ritmo, e sim o número total de avaliações.
Ordenando pelo ritmo mensal, a taxa de TOP 3 é de 70,2% para os perfis com menos de uma avaliação por mês, 72,5% com 1-2, 73,0% com 2-5, 71,7% com 5-10, 71,5% com 10-30 e 73,5% com mais de 30. O melhor e o pior tramo são separados por só 3,3 pontos, e não se organizam: o segundo valor mais alto fica no meio da faixa.
Posição por posição é igualmente plano: a mediana na posição 1 é de 4,9 avaliações por mês, e na 11+ de 5,3. O que os separa é o número total, não o ritmo. Única ressalva: um pico realmente extremo pode levar ao reporte e à exclusão de avaliações, o que reduz o número delas.
Qual é a maior diferença entre a posição 1 e a 2?
A maior diferença medida entre a posição 1 e a 2 está nas fotos: uma mediana de 44 contra 36.
A queda da mediana de fotos da posição 1 para a 2 (44→36 = −18,2%) é a maior distância entre a posição 1 e a 2 de todas as métricas, à frente das avaliações (−17,7%). A boa notícia: é um fator sobre o qual você de fato influencia, porque o número de fotos de um perfil dá para aumentar rápido.
É preciso uma avaliação de 5 estrelas para chegar à primeira página?
Não é preciso uma avaliação de 5 estrelas para a primeira página, e um 5,0 perfeito na verdade rende pior que um 4,9: 53,6% contra 69,1%.
Entre as posições 1 e 10, a proporção de perfis com nota de 4,5 ou mais oscila entre 77,0% e 84,4%, sem uma ordem clara: a posição 9 marca 83,4%, acima dos 82,1% da posição 2. Na posição 11+ são 74,7%, então a distância entre a borda de baixo da primeira página (78,7% na posição 10) e tudo abaixo é de só 4 pontos. Para entrar na primeira página, a nota decide pouco.
A distância se abre só no topo: 84,4% dos perfis na posição 1 passam de 4,5. Acima dessa linha, uma nota mais alta já não acompanha uma posição melhor, porque uma nota perfeita costuma significar poucas avaliações demais para competir.
Responder às avaliações do Google ajuda no SEO?
Responder às avaliações não ajuda a posição, e a correlação vai ao contrário: os perfis dos TOP 3 respondem menos que os de posições mais baixas.
Os perfis dos TOP 3 têm uma taxa de resposta média de 73,4% contra 76,7% da posição 11-20. Nas pontas, a mesma imagem: 50,2% dos perfis na posição 11-20 respondem a todas as avaliações contra 47,0% dos perfis dos TOP 3.
Isso não significa que responder prejudica. A explicação mais provável é que o esforço de resposta nasce da preocupação e não do sucesso: os perfis que mais cuidam da atenção às avaliações são os que têm mais terreno a recuperar. O tamanho da resposta mostra o mesmo padrão e a mesma planura, em torno de 42 palavras à margem da posição. Responda pela reputação que isso de fato constrói. Não responda pensando na posição.
As publicações no Perfil da Empresa no Google ajudam no SEO local?
As publicações no Perfil da Empresa no Google ajudam de um jeito só: publicar vale +7,1 pp, e nada do conteúdo da publicação influencia a posição.
Os perfis que publicam entram nos TOP 3 em 70,8% das vezes contra 63,7% dos perfis que não publicam, ou seja, +7,1 pp de distância. O número de publicações acrescenta algo: 10 ou mais publicações ativas dão 73,0% contra 66,0% com 1-9, então toda a faixa, de zero publicação (63,7%) a 10 ou mais, abrange 9,3 pontos.
Tudo o que está dentro da publicação se mantém plano. A frequência ronda cinco publicações por mês em cada posição da 1 à 11+, o tamanho fica em cerca de 107 palavras, e as publicações do tipo “oferta” (71,5%) quase não se separam das comuns (70,6%). As palavras-chave de categoria no texto não mudam nada: 70,8% com e sem elas, e a análise à parte de 131.000 palavras-chave dá só míseros +1,8 pp para as raízes. Publique, faça isso com regularidade e pare de otimizar a publicação em si.
Qual fator de classificação vale corrigir primeiro?
Primeiro o número de avaliações, depois as fotos, depois a completude do perfil.
Depende da posição atual do perfil, do que trata o trecho anterior sobre as quedas de posição. Ordem padrão: primeiro o número de avaliações, porque tem o maior intervalo; depois as fotos, o único fator sem teto e o de maior distância entre a posição 1 e a 2. Depois desses dois, leve as citações a 21-27, as categorias adicionais a seis e os links sociais a cerca de cinco. Acima disso a curva se achata: é uma tarefa com linha de chegada clara, não um projeto sem fim.
Fontes
- Ajuda do Perfil da Empresa no Google, Gerenciar a descrição do perfil da empresa
- Ajuda do Perfil da Empresa no Google, Dicas para melhorar seu ranking local no Google
- Ajuda do Perfil da Empresa no Google, Verificar uma empresa por gravação de vídeo
- Sterling Sky, Do Keywords in Business Names on Google Maps Impact Ranking?
- Whitespark, 2026 Local Search Ranking Factors